Mundo Bipolar e Globalização - Apostila

Apostila sobre a disputa entre os regimes político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos, capitalista e a União Soviética, socialista. A apostila também fala sobre os blocos econômicos e a divisão mundial do trabalho.

Depois da 2a.Guerra Mundial, o mundo ficou praticamente dividido entre as "potências ganhadoras" da guerra: os Estados Unidos e a União Soviética. As atividades sócio-econômicas,políticas e militares estavam praticamente concentradas em torno desses dois países, que tinham regimes político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos, capitalista e a União Soviética, socialista. Ambos passaram a disputar áreas de influência geopolítica internacional. Apesar de acordos, ficou impossível não haver confronto entre eles. Foi a luta do capitalismo norte-americano contra o socialismo soviético. Isso provocou uma divisão política no mundo que se configurou BIPOLAR, outro fato importante decorrente dessa divisão, foi a chamada "Guerra Fria”.


FIM DA GUERRA FRIA

A crise do socialismo soviético, causada por:
excessiva centralização do modelo administrativo, inadequada às transformações da produção e dos mercados, típicas da III Revolução Industrial; crescente defasagem tecnológica com relação ao Ocidente. O Japão supera a produção industrial soviética em 1982.
Ascensão de Gorbatchev em 1985, que introduziu na União Soviética a:

-Perestroika: reforma do modelo econômico administrativo, baseada na remodelação da produção e na abertura para a entrada de capital estrangeiro;

-Glasnost: reforma política que determinou o fim do monopólio ideológico do PC.
Afrouxamento dos laços políticos que mantinham o Leste Europeu sob hegemonia soviética, acompanhado de um significativo corte de gastos, com ajuda militar e econômica.
Campanha internacional soviética pelo desarmamento nuclear, o que permitiu a redução dos gastos com orçamento militar e com a indústria bélica:

  • em 1986, a URSS declarou uma moratória unilateral dos testes nucleares;
  • em 1987, assinou com os Estados Unidos o INF (Intermediate Range Nuclear Forces), um acordo para eliminar mísseis de médio alcance na Europa e na Ásia;
  • em 1989, retirou as tropas do Afeganistão.
  • Queda do Muro de Berlim.
    Crise, desmembramento e fim da URSS, em 1991:
  • junho: extinção do Pacto de Varsóvia
  • julho: extinção do Comecon
  • agosto: golpe militar, tirando temporariamente Gorbatchev do poder
  • setembro: reconhecimento da independência das três repúblicas bálticas
  • dezembro: criação da CEI
  • dezembro: renúncia de Gorbatchev

Deslocamento do eixo geopolítico mundial: a questão ideológica (socialismo X capitalismo - bipolarização) é substituída pela questão econômica (ricos X pobres -conflito norte/sul) com três centos de poder econômico: Os EUA, a U.E e o JAPÃO.


l -NOVA ORDEM MUNDIAL


Com a queda do Muro de Berlim, o fim do Mundo Bipolar e da Guerra Fria, não significou a eliminação automática dos conflitos e dos atritos internacionais. O confronto hoje é muito mais econômico-comercial, do que político-ideológico. A nova ordem dos anos 90 e do final de século XX e início do século XXI, pode ser definida como uma ordem MULTIPOLAR. Isso quer dizer que atualmente existem vários pólos ou centros de poder no cenário mundial. Os "destinos do mundo" agora estão divididos entre os Estados Unidos, Japão e a União Européia , liderada pela Alemanha, que concentram ao seu redor, países ou grupo de países; formando blocos econômicos. Por esse critério, o "Mundo Multipolar"está assim distribuído:


1.BLOCO AMERICANO - liderado pelos Estados Unidos e que engloba os países da América;
2.BLOCO EUROPEU - liderado pela União Européia, com destaque para a Alemanha, envolvendo a Europa Ocidental, parte da Europa Oriental e a África.
3.BLOCO ASIÁTICO - tem o Japão como o país mais importante, e engloba o sul e sudeste asiático, além da Oceania.

Se observarmos o mapa do mundo, vamos perceber que existem áreas ainda não definidas dentro desse contexto sócio-econômico: parte do Oriente Médio, países da Comunidade dos Estados Independentes (ex-União Soviética) e parte da África , ainda não estão definidos em nenhum bloco de poder ( como os três citados acima), apesar de manterem relações com alguns países. A China, por exemplo, pode ser periferizada pelo Japão ou formar um outro grupo econômico, mesmo que secundário.

II - CRISES INTERNACIONAIS

Recessão e crise não são novidades: foram nove desde a II Guerra Mundial até hoje. Mas nenhuma se compara à Grande Depressão de 1929, quando a produção norte-americana caiu 30% e as taxas de desemprego chegaram a 25%, criando um problema mundial.
A crise atual já é grave para alguns países, como a Indonésia, onde o PIB caiu 15% só em 1998. A crise asiática, que chegou à América Latina, esta fez despencar os índices de crescimento mundial. Veja os exemplos:

PAÍSES/REGIÕES 1997 1998
Desenvolvidos______ 2,5__________ 1,8
Emergentes________ 4,9__________ 1,7
Ásia_____________ 5,9 __________ 1,8
EUA______________ 3,8__________ 2,3
China_____________ 12,1_________ 6,0
Mundo____________ 3,2__________ 2,0

A fuga de capitais é o que mais preocupa, pois vem gerando declínio econômico em vários países. Estados Unidos, Japão e Europa poderiam compensar esse processo se acelerassem seu crescimento econômico: não está claro se pretendem, ou mesmo se podem, tomar essa iniciativa.
O comércio mundial, influenciado pela crise, tem apresentado uma forte queda, especialmente porque a Ásia, responsável por 25% do consumo das exportações mundiais (US$ 372 bilhões), está consumindo menos.
O lento crescimento da economia japonesa, maior investidora e compradora da Ásia, tem contribuído para dificultar a superação da crise regional.
A queda dos índices de crescimento do comércio mundial está afetando principalmente os países que dependem das exportações de commodities: apenas durante o 1º semestre de 1998, os produtos agrícolas sofreram queda de 12% de seu valor, e os metais, queda de 17%.
O primeiro choque, ocorrido em 1997, deveu-se a desvalorizações cambiais elevadas, que afetaram os países dependentes de exportações. Agora, no segundo choque, estão entrando em colapso os sistemas bancários assentados em capitais especulativos, que realizaram maus investimentos: calcula-se que há mais de US$ 600 bilhões em empréstimos incobráveis. Pesquisa Prof .Waldemar
Em 2001, a Argentina afundou-se numa crise de grandes proporções, que culminou na renúncia do Ministro da Economia Domingo Cavalo e do Presidente Fernando Del Rua ( dezembro ).

III– MERCOSUL CHEGA AOS DEZ ANOS EM CRISE

O Mercosul completa dez anos afundado na crise, como se tornou rotina ao longo de sua história. A ameaça de estagnação econômica na Argentina, a instabilidade política no Paraguai e problemas no comércio entre Brasil e Uruguai lançam dúvidas sobre a coesão do bloco, justamente quando seria necessária uma união para enfrentar a posição dos EUA na formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
" O Mercosul hoje não é o que se imaginava, algo que traria um tremendo crescimento para os países associados", afirmou o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros. O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Osvaldo Douat, lamenta que, nesses dez anos, "não foram construídos os fundamentos para uma aliança estratégica" entre os empresários dos países.
Os números da balança comercial mostram que o Mercosul ampliou as exportações do Brasil. Em 1990, as vendas para os sócios eram de US$ 1,320 bilhão, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento. Dez anos depois, chegaram a US$ 7,733 bilhões, uma expansão de 485,8%.
A adoção do câmbio flutuante pelo Brasil, enquanto a Argentina permaneceu com sua moeda atrelada ao dólar americano, lançou o Mercosul em sua crise mais profunda, segundo apontam técnicos do governo.
Depois da desvalorização do real, surgiu uma série de contenciosos entre Brasil e Argentina, como as barreiras impostas por aquele país à entrada de carne de frango e de açúcar. A principal razão: comparados aos argentinos, os produtos brasileiros ficaram mais baratos em dólar e, portanto, mais competitivos.(Texto do jornal O Estado de São Paulo)

AINDA HÁ SOLUÇÃO PARA O MERCOSUL?
Em artigo, Albert Fishlow, economista-sênior da Violy, Biorum & Partners Holdings de Nova York, diz que a população argentina não “agüentou” e a crise finalmente explodiu. Agora espera-se a ocorrência de eleições, a resolução do problema da dívida e a flutuação da moeda. Segundo ele, há várias lições para o Brasil assimilar, como a importância de uma política macroeconômica inteligente e constante, ao invés de procurar precipitadamente sucedâneos miraculosos. Fishlow acredita que o Brasil está ansioso para reativar o Mercosul. Entretanto, diz, o compromisso do país com o bloco não parece se estender inteiramente à Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Segundo ele, agora que os EUA pretendem negociar com os países sul-americanos, o Brasil transmite hostilidade e desinteresse. Para Fishlow, o bloco renascerá quando a Argentina começar a se recuperar. ( JORNAL O Estado de S. Paulo)

IV – GLOBALIZAÇÃO


Processo de integração mundial que se intensifica nas últimas décadas, a globalização baseia-se na liberalização econômica: os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias que protegem sua produção da concorrência estrangeira e se abrem ao fluxo internacional de bens, serviços e capitais. A recente revolução nas tecnologias da informação contribui de forma decisiva para essa abertura. Além de concorrer para uma crescente homogeneização cultural, a evolução e a popularização das tecnologias de informação (computador, telefone e televisor) são fundamentais para agilizar o comércio, o fluxo de investimentos e a atuação das transnacionais, por permitir uma integração sem precedentes de pontos distantes do planeta. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, os cabos de fibra ótica possuem capacidade para enviar 1,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de três minutos, que custava 244 dólares em 1930, é feita por 3 dólares no início dos anos 90. A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê para 2000 a existência de 300 milhões de usuários da internet e transações comerciais de mais de 300 bilhões de dólares.

Contrastes da globalização — O debate em torno dos efeitos colaterais da globalização e das estratégias para evitá-los aprofunda-se em 1999. Uma das conseqüências desse processo é concentração da riqueza. A maior parte do dinheiro circula nos países industrializados — apenas 25% dos investimentos internacionais vão para nações em desenvolvimento —, e o número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia sobe de 1,2 bilhão, em 1987, para 1,5 bilhão, em 1999 (ver Distribuição de renda). O crescimento dos países emergentes em 1999 fica em torno de 1,5%, o pior desempenho em 17 anos. As exceções, China e Índia, são justamente as nações que dão ritmo mais lento à liberação comercial e à integração ao sistema financeiro internacional.
Com a crise mundial, o preço das matérias-primas, produzidas em grande parte pelos Estados mais pobres, cai mais de 20%, trazendo perdas de 10 bilhões de dólares para a América Latina. Os países ricos, no mesmo ano, lucram 60 bilhões de dólares somente com a queda do custo do petróleo. A participação das nações emergentes no comércio internacional é de pouco mais de 30%. Algumas regiões estão à margem da globalização, como a Ásia Central, que representa apenas 0,2% das trocas, e a África sbsaariana (0,7%).
O Banco Mundial aponta como causas para o distanciamento entre ricos e pobres o aumento das ações protecionistas promovidas pelos países ricos, a voracidade dos investidores e a fragilidade econômica e institucional das nações subdesenvolvidas. A receita usada para recuperar os mercados emergentes em queda — cortes orçamentários e juros altos — contribui para aumentar ainda mais a distância.


Correção de rumos — Tais desigualdades preocupam os organismos internacionais. A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) propõe o controle de capitais e desenvolvimento sustentado em contraposição ao Consenso de Washington, nome pelo qual ficaram conhecidos os princípios de liberalização financeira e comercial que caracterizam o neoliberalismo. A instituição, em conjunto com o Bird, têm um plano para abolir em 15 anos as dívidas dos 41 países mais pobres.
Corporações transnacionais — A globalização é marcada ainda pelo crescimento das corporações transnacionais, que exercem papel decisivo na economia mundial. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano de 1999, das 100 maiores riquezas do mundo, metade pertence a Estados e metade a megaempresas. Reportagem da revista Fortune mostra que as dez principais corporações do mundo — General Motors Corporation, Daimler-Chrysler, Ford Motor, Wal-Mart Stores, Mitsui, ltochu, Mitsubishi, Exxon, General Electric e Toyota Motor — ganharam juntas 1,2 trilhão de dólares em 1998, valor 50% maior que o produto interno bruto (PIB) brasileiro. O faturamento isolado de cada uma dessas empresas é comparável ao PIB de importantes economias mundiais, como Dinamarca, Noruega, Polônia, África do Sul, Finlândia, Grécia e Portugal. Somente as ações da Microsoft, a principal empresa de informática do mundo, atingem em julho de 1999 valor de mercado equivalente a mais de 500 bilhões de dólares. Além de crescer em faturamento, as corporações tornam-se gigantescas também pelo processo de fusões, acelerado a partir de 1998.


As transnacionais implementam mudanças significativas no processo de produção. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, instalam suas fábricas em qualquer lugar do mundo onde existam melhores vantagens fiscais e mão-de-obra e matéria-prima baratas. Os produtos não têm mais nacionalidade definida. Um carro de uma marca dos EUA pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na França, montado no Brasil e ser vendido no mundo todo.


BLOCOS ECONÔMICOS

ALCA — A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba. O prazo mínimo para sua formação é de sete anos, quando poderá transformar-se em um dos maiores blocos comerciais do mundo. Com um produto interno bruto (PIB) total de 9,7 trilhões de dólares (1,2 trilhão a mais que a UE), os países da Alca somam uma população de 783,6 milhões de habitantes, o dobro da registrada na UE. Os Estados Unidos (EUA) propõem a implementação imediata de acordos parciais, com abertura total do mercado em 2005. Já o Brasil e o Mercosul prevêem grande dificuldade na adaptação de suas economias a essa integração e preferem dar início ao processo em 2005 ou até mesmo depois de 2005.

APEC — A Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) é um bloco econômico formado para promover a abertura de mercados entre 20 países e Hong Kong (China), que respondem por cerca de metade do PIB e 40% do comércio mundial. Oficializada em 1993, pretende estabelecer a livre troca de mercadorias entre todos os países do grupo até 2020.
Membros: Austrália, Brunei, Canadá, Indonésia, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Filipinas, Cingapura, Coréia do Sul, Tailândia, EUA (1989); China, Hong Kong (China), Taiwan (Formosa) (1991); México, Papua, Nova Guiné (1993); Chile (1994); Peru, Federação Russa, Vietnã (1998).

ASEAN — A Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) surge em 1967, na Tailândia, com o objetivo de assegurar a estabilidade política e de acelerar o processo de desenvolvimento da região. Hoje, o bloco representa um mercado de 510 milhões de pessoas e um PIB de 725,3 bilhões de dólares. A eliminação das barreiras econômicas e alfandegárias entrará em vigor no ano 2002. Em 1999, a Asean admite como membro o Camboja.
Membros: Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia (1967); Brunei (1984): Vietnã (1995); Mianmar, Laos (1997); Camboja (1999).

CARICOM — O Mercado Comum e Comunidade do Caribe (Caricom), criado em 1973, é um bloco de cooperação econômica e política formado por 14 países e quatro territórios. Em 1998, Cuba foi admitida como observadora. O bloco marca para 1999 o início do livre comércio entre seus integrantes.
Membros: Barbados, Guiana, Jamaica, Trinidad e Tobago (1973); Antigua e Barbuda, Belize, Dominica, Granada, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Névis (1974); Suriname (1995). Bahamas torna-se membro da comunidade em 1983, mas não participa do mercado comum. O Haiti é admitido em julho de 1997, porém suas condições de acesso ainda não foram concluídas. Territórios: Montserrat (1974); Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Turks e Caicos (1991); Anguilla (1999).

CEI — A Comunidade dos Estados Independentes (CEI) é uma organização criada em 1991 que reúne 12 das 15 repúblicas que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Ficam de fora apenas os três países bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Organiza-se em uma confederação de Estados, que preserva a soberania de cada um. A comunidade prevê a centralização das Forças Armadas e o uso de uma moeda comum: o rublo.
Membros: Armênia, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Uzbequistão ; Azerbaidjão, Ucrânia (1991), e Geórgia(1993).

MERCOSUL — Criado em 1991, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) é composto de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, nações sul-americanas que adotam políticas de integração econômica e aduaneira. A origem do Mercosul está nos acordos comerciais entre Brasil e Argentina elaborados em meados dos anos 80. No início da década de 90, o ingresso do Paraguai e do Uruguai torna a proposta de integração mais abrangente. Em 1995 instala-se uma zona de livre comércio. Cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países-membros podem ser comercializadas internamente sem tarifas de importação. Alguns setores, porém, mantêm barreiras tarifárias temporárias, que deverão ser reduzidas gradualmente. Além da extinção de tarifas internas, o bloco estipula a união aduaneira, com a padronização das tarifas externas para diversos itens

NAFTA — O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) é um instrumento de integração das economias dos EUA, do Canadá e do México. Iniciado em 1988 por norte-americanos e canadenses, o bloco recebe a adesão dos mexicanos em 1993. Com ele, consolida-se o intenso comércio regional na América do Norte e enfrenta-se a concorrência representada pela UE. O Nafta entra em vigor em janeiro de 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países.
Membros: Canadá, EUA e México.

PACTO ANDINO — Bloco econômico instituído em 1969 pelo Acordo de Cartagena — seu nome oficial — com o objetivo de aumentar a integração comercial, política e econômica entre seus países-membros. Também é conhecido como Grupo ou Comunidade Andina.
Membros: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru (1969); Venezuela (1973). O Chile sai em 1976. O Panamá participa como observador.

UNIÃO EUROPÉIA — Originada da CEE, a UE é o segundo maior bloco econômico do mundo em termos de PIB: 8 trilhões de dólares. Formado por 15 países da Europa Ocidental, conta com população de 374 milhões. Em 1992 é consolidado o Mercado Comum Europeu, com a eliminação das barreiras alfandegárias entre os países-membros. Aprovado em 1991, em Maastricht (Holanda), o Tratado da União Européia entra em vigor em 1993. É composto de dois outros — o da União Política e o da União Monetária e Econômica, que estabelece a criação de uma moeda única. Há cinco pré-requisitos para que os países sejam admitidos na União Monetária e Econômica: déficit público máximo de 3% do PIB; inflação baixa e controlada; dívida pública de no máximo 60% do PIB; moeda estável, dentro da banda de flutuação do Mecanismo Europeu de Câmbio; e taxa de juro de longo prazo controlada. No âmbito social são definidos quatro direitos básicos dos cidadãos da UE: livre circulação, assistência previdenciária, igualdade entre homens e mulheres e melhores condições de trabalho. O EURO, moeda comum dos países da U.E.começou a ser utilizado como moeda de referência em janeiro de 1999, e a circular normalmente em janeiro de 2002. A Suécia, Reino Unido e a Dinamarca ainda não adotaram a nova moeda. A partir de 2004, países do Leste Europeu, como a Polônia, Eslováquia, países bálticos, Eslovênia, Hungria e Chipre entrarão para a U.E.

DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO

Entende-se hoje por Divisão Internacional do Trabalho, a divisão das atividades entre os inúmeros países do mundo, especialmente entre os desenvolvidos (exportadores de bens manufaturados) que detêm o capital e o poder e os subdesenvolvidos (exportadores de matéria-prima), com mão-de-obra barata e geralmente com industrialização tardia. A Divisão Internacional do Trabalho(DIT), acentua, principalmente nos países capitalistas, as desigualdades existentes entre países pobres e ricos. Com o crescimento industrial de um grupo de países subdesenvolvidos após a 2ª Guerra Mundial, como o Brasil, Argentina, México e os tigres asiáticos, vem surgindo uma nova Divisão Internacional do Trabalho, que consiste na exportação de manufaturados por países do sul também conhecidos como emergentes.





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